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domingo, 31 de janeiro de 2016

Atolada no Petrolão, Gleisi vê seu ex-assessor, o pedófilo Gaievski, ser condenado por mais um estupro



A senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT) foi a primeira política a ter confirmado seu envolvimento no Petrolão, o maior escândalo de corrupção de todos os tempos. O marido da senadora, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva, também está envolvido no escândalo. Os nomes de ambos foram arrolados em depoimentos dos dois principais delatores da Operação Lava-Jato, o doleiro Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras.
Paulo Bernardo, por sinal, após passar quase duas semanas fugindo do oficial de Justiça, não compareceu às 11 horas desta quinta-feira (5) para depor como testemunha de Ricardo Pessôa, presidente da empreiteira UTC e apontado como chefe do cartel do Petrolão.
Contudo, os infortúnios do outrora "casal 20 do PT" estão longe de acabar. Ex-assessor de Gleisi na Casa Civil e encarregado de comandar as políticas do governo federal para crianças e adolescentes, o pedófilo Eduardo Gaievski acaba de ser condenado a mais 12 anos, 10 meses e sete dias, por estupro de menor. Somando esta sentença às anteriores, Gaievski já foi condenado a 66 e cinco meses de reclusão. Quando for julgado por todos os estupros de menores e vulneráveis (menores de 14 anos) de que é acusado, o ex-assessor da "petroleira" Gleisi pode pegar até 350 anos de cadeia.
A sentença contra Gaievski foi proferida pelo juiz Luiz Fernando Montini, da comarca de Realeza. Desta vez, o caso é de uma vítima que teria sido abusada quatro vezes pelo ex-prefeito, que oferecia vantagens e cargos públicos para familiares de menores de 14 anos com quem ele mantinha relações sexuais.
Montini é o quarto magistrado a condenar Eduardo Gaievski pela prática recorrente de crimes de pedofilia. O "Monstro da Casa Civil" está preso na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em Barracão, no sudoeste do Paraná. A APAC é uma espécie de presídio sem carcereiros, no qual os presos frequentam cursos e praticam atividades variadas. OS detentos têm ainda assistência espiritual, médica, psicológica e jurídica. A transferência de Gaievski, preso de altíssima periculosidade e que já tentou escapar, comprar e intimidar testemunhas, para esse presídio de baixíssima segurança é alvo de muitos questionamentos no Paraná. Tal privilégio é visto como fruto da influência do PT no estado.
Natalício Farias, advogado das vítimas, disse que a nova sentença, publicada na edição desta quinta-feira (5) do Diário de Justiça, derruba de vez a retórica usada por Gaievski de que as denúncias eram motivadas por questões políticas. "A justiça está sendo feita, apesar de que é difícil reparar o que as vítimas sofreram. Restou claro que os crimes ocorreram", afirma o advogado.
Gaievski está preso desde 2013 e chegou a ficar foragido durante uma semana, após ter sua prisão decretada. O protegido de Gleisi Hoffmann acabou preso em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, quando se preparava para empreender fuga para o Paraguai.
O estuprador que foi transformado, da noite para o dia, em assessor especial da Casa Civil, tinha orgulho de seus crimes e costumava jactar-se de suas façanhas criminosas em conversas com amigos. Em arquivo de áudio postado no YouTube, Gaievski relata a amigos, em meio a risadas, como fez sexo vaginal e anal com uma menina virgem de 13 anos.
Apesar da essência hedionda do amigo e ex-assessor, a senadora Gleisi Hoffmann evita falar do assunto que marcou negativamente sua passagem pela Casa Civil. Por ter decidido abrir espaço no UCHO INFO para noticiar os crimes de Gaievski, o editor entrou na lista de desafetos de Gleisi, que usou sua decadente influência política no Paraná para processar o jornalista. Uma atitude desesperada de quem é adepto da intimidação, como se o Brasil não fosse uma democracia que contempla com galhardia o direito à livre manifestação de pensamento.
No contraponto, continua causando estranheza o fato de a presidente Dilma Vana Rousseff jamais ter feito qualquer comentário sobre o escândalo do pedófilo da Casa Civil, mesmo sabendo que ao longo de oito meses o criminoso esteve a poucos passos do seu gabinete. Há nessa epopeia criminosa, marcada por silêncio obsequioso, muitos fatos estranhos e possivelmente explosivos.
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